Barco à deriva

 

Sem treinos, sem treinador. Já falhamos num dos principais objetivos da época: dar estabilidade ao grupo para, finalmente, podermos ser competitivos o suficiente para lutar pela subida de divisão.

Inacreditável, ainda para mais olhando para o nosso momento, é a aparente posição de grupo de trabalho e direção, a funcionarem quase como 'oposição'. Agora até já sem um dos elos de ligação - se alguma vez o foi - que seria o treinador. Não me surpreenderia que rebentassem os restantes. Surge a renúncia ao trabalho ao mínimo falhanço ou incumprimento, tolerância zero é, claro, sinónimo de más relações e, principalmente, evidente falta de confiança.

Seria ótimo que os jogadores, mesmo assim, se auto-motivassem, se inconformassem mais do que o que aparentam, se unissem e até se fizessem evoluir como aquipa para, claro, ganhar os jogos. Mais ainda, porque dados como 4 vitórias consecutivas ou a melhor defesa do campeonato, não chegam para o desempenho desportivo que precisamos. E, claro, um treinador. O possível, um tiro de sorte, naquele que eu imagino que será o nosso leque de opções, olhando às últimas escolhas.

Haja estabilidade ou dinheiro, como preferirem. Assim, está visto que morreremos. É a obrigação. Não dá ou não é possível, que se assuma o pecado.

Tuesday 15 November 2011 18:52


Derrota em Espinho

 

Positivo: Grande presença axadrezada na bancada. Apesar da confusão na entrada do recinto (não havia bilhetes(!!), foram re-usados ingressos para os adeptos poderem entrar...), o apoio fêz-se sentir. 

Neutro: No onze, manteve-se Renato Queiroz (ao lado de Cadinha, com Joel a médio mais recuado; apesar de Emerson já disponível, não saíu do banco), alterou-se o extremo, Claudio por Pedrinho. Estivemos por cima no jogo, como vem sendo habitual, apesar das poucas oportunidades criadas. Uma recarga do Leandro depois de um remate de Joel foi o melhor que se conseguiu; isso e uns sete/oito cantos, alguns com perigo. Manteve-se na segunda parte o maior domínio e, já com Fary em campo (entrou para o lugar de Dedé, para jogar ao lado de Leandro), os dois lances que poderiam decidir o jogo a nosso favor: em mais uma boa jogada do lado direito - entre P.Campos e Cadinha - Fary perto da pequena área cabeceia por cima, sendo empurrado pelo defesa. Reclamou-se, revoltou-se, mas isto de árbitros... incrível; num contra-ataque de três para um, Pedrinho consegue não fazer chegar a bola a nenhum dos avançados na área. Pouco depois,  na resposta, numa das poucas vezes que não se resolveu as investidas do Espinho, remate do limite da área e Hugo Magalhães muito mal batido, no único lance com razoável dificuldade. Tentou-se reagir, arriscou-se tudo, chegou-se perto da área adversária, mas sem consequências de maior. Já contra dez e nos descontos, surge o segundo golo de penalty.

Negativo: Os jogadores não treinaram a semana toda, em desacordo com a direção. Palavras para quê? Somos candidatos - pela boca do presidente - mas como? Como se pode ter um plantel com quase 30 jogadores se não há dinheiro para sequer manter alguma estabilidade, num clube que é um turbilhão de indefenições?

 

Sunday 02 October 2011 18:19


Estamos mal...

Saíu hoje, no jornal Record, a notícia de que os jogadores do Boavista fizeram greve no treino de ontem, quinta-feira, dia seguinte ao desafio em Gondomar. Motivo, o habitual: falta de pagamento aos jogadores. Dada a falta de reação do clube, por exemplo, através do seu site oficial, teremos que encarar a notícia como verdadeira e preocupante. Sim, porque quem não perde tempo a fazer uma referência a um comentador que elogia o clube num programa desportivo, é de acreditar que não deixaria passar impune uma não-notícia, se assim fosse o caso.

E isto, quanto a mim, é o pior que nos pode acontecer: total falta de confiança do plantel no trabalho dos dirigentes. As promessas esgotaram, a falta à palavra parece ser uma constante, quando nem o sufoco que foi a inscrição da equipa no campeonato parece ser fator abonatório a favor da direção. O limite, após uma semana de competição, já foi atingido. Preocupante, para um mero adepto.  Desanimador. Terá que haver notícias positivas, sob pena de acabar a direção, pelo menos tal como a conhecemos. Não há, como sabemos, milagres.

Importantes, são as palavras do capitão, Paulo Campos, publicadas no seu facebook :"Não foi perfeito!! Ainda não estamos no ponto que desejamos!! Quem pensa assim tem razão...porque pensamos exactamente da mesma forma. Agora vos digo...COM ESTA ATITUDE, ENTREGA, GARRA E DEDICAÇÃO...estamos no caminho certo para dar muitas alegrias à nação BOAVISTEIRA!! Acreditem que estamos unidos, acreditam que somos grandes homens, acreditem que somos homens de elevadíssimo carácter. Temos como... missão...HONRAR A CAMISOLA QUE ENVERGAMOS, DISPUTAR CADA LANCE COMO SE FOSSE O ULTIMO E ...VENCER...SIM...VENCER, PORQUE QUEM TEM O PRIVILEGIO DE ESTAR NESTE CLUBE SABE QUE SÓ NOS CONTENTAMOS COM A VITÓRIA!! Enganados estão os que pensam o contrário e não pensem que nos conseguem deitar a baixo com facilidade porque, por muito que queiram, não vão conseguir terminar com esta família!! SOMOS O BOAVISTA E BATALHA APÓS BATALHA, VAMOS DEMONSTRAR DO QUE SOMOS FEITOS!! UM OBRIGADO A TODOS OS QUE NOS TÊM APOIADO, EM ESPECIAL AOS QUE ESTIVERAM PRESENTES ONTEM EM GONDOMAR E A SOFRER NOS SEUS EMPREGOS À ESPERA DE UMA MENSAGEM COM UMA BOA NOTICIA!! MUITO OBRIGADO!! E PARA FINALIZAR, SINTO ORGULHO NO NOSSO GRUPO DE TRABALHO, SINTO-ME HONRADO POR FAZER PARTE DESTE GRUPO, OBRIGADO A CADA UM DE VOCÊS POR TUDO O QUE TÊM FEITO!! SOMOS ENORMES!!! ISTO É O BOAVISTA!!!".

A entrega dos jogadores tem sido evidente, a vontade e o querer do grupo é comum à dos adeptos. O que não são é máquinas, são humanos, como é óbvio...

Importante, por eles e pelo clube, é marcar presença em Espinho. Domingo, às 15 HORAS. Encher a bancada, apoiar de início ao fim é o objetivo. O Boavista merece isso.

Friday 30 September 2011 16:45


Primeira Vitória!

Blogue de axadrezado :por tudo e por nada... Boavista, Primeira Vitória!

 

Primeira vitória da época. Difícil, arrancada a ferros nos últimos minutos, mas justa, pois dominamos na maioria do tempo e fomos, claramente, os que mais fizeram para levar os três pontos. No onze, as novidades foram Dedé (a extremo, no lugar de Fary) e Renato Queiroz (a jogar no meio-campo ao lado de Joel, um recurso dos recursos naquela posição). Na primeira parte, apesar do domínio, enormes dificuldades em chegar perto da área adversária com perigo. Pouco esclarecidos na posse de bola, exagero nos lançamentos longos (ora para Leandro, ora para os extremos, nas costas da defesa) sempre, ou quase sempre, inconsequentes. Uma única jogada de excepção, por Dedé, na direita em jogada individual a servir Claudio que desperdiça. Joel e principalmente Queiroz com dificuldades em 'encostar' mais à frente e pressionar ainda mais o adversário. 

Corrigiu-se na segunda parte, manteve-se o domínio, já sem Cláudio e com Pedrinho no seu lugar, que voltou a entrar bem (já o mesmo tinha acontecido contra o Aliados). Houve mais preocupação na circulação de bola, mais bola no pé, mais passes simples e certos - mais Cadinha no jogo - e, por largos minutos, a encostar o adversário ao seu meio-campo, mesmo sem criar lances de grande perigo. Mário Silva arrisca por completo: sai Queiroz 'rebentado' entra Fary, para jogar perto de Leandro (mas atrás). Numa das variações de flanco conseguidas com alguns passes, Pedrinho consegue fazer um para um, entrar na área e, depois de remate e recarga, Farygol a matar. Grande, grande Fary! Se havia dúvidas, é nestes casos que o senegalês pode ser extremamente útil: a jogar com o adversário nas cordas, com a equipa balanceada para o ataque à procura do golo. Restavam poucos minutos, os quais soubemos gerir sem grandes sobressaltos.

Individualmente, destaque para Cadinha: grande jogo. Sempre esclarecido, sempre a dar o melhor caminho para a bola.

Euforia total no golo, nas bancadas e no campo. O banco a 'invadir' literalmente o terreno de jogo (Queiroz amarelado), grande, enorme união da equipa (e adeptos) no final do desafio. Em frente, Boavista. Eu acredito. Domingo é às 15h, em Espinho, e não é dia de trabalho. Invasão, os adpetos tambem empurram a equipa, seremos fundamentais.

Wednesday 28 September 2011 21:19


Dois pontos perdidos

Não estivemos ao nível do último jogo - apesar da entrega demonstrada pela equipa - não fomos tão pressionantes, nem tão esclarecidos no ataque mas, ainda assim, o resultado é injusto. Criamos várias chances de golo (três flagrantes, por Leandro, Claudio e Nuninho), ainda alguns livres perigosos à entrada da área, contra uma situação de perigo do adversário - ainda na primeira parte - que nem em remate à baliza resultou. Até à expulsão de Vicente, sempre por cima no jogo, por vezes a provocar sufoco na defesa adversária.

Não lutamos somente contra as adversidades do jogo. Contamos com uma equipa do Coimbrões a perder tempo desde o início do desafio e, para não variar, mais uma incrível exibição da equipa de arbitragem, principalmente do auxiliar do lado Poente, prejudicando o Boavista em diversas ocasiões e de forma descarada: faltas, espaço na marcação de livres, lançamentos, foras-de-jogo, o homem  roubou o que pôde. Sem vergonha. À descarada.

Entramos com um onze parecido com o que seria esperado: Fary no ataque, Malafaia no meio-campo ao lado de Joel; no resto, tudo igual ao último desafio. A opção Fary poderia resultar mais, não fosse a infelicidade de Malafaia, lesionado nos primeiros cinco minutos de jogo. Ficamos sem saber como seria com ele a dar mais apoio e maior qualidade à posse de bola que o Fonseca, que entrou para o seu lugar. Apesar de esforçado, é a terceira opção do plantel para o seu lugar, e percebeu-se porquê: muita vontade, forte no jogo aéreo, acabou expulso (margem abaixo de zero para os jogadores axadrezados, disciplinarmente...). Ainda assim, ficamos 'enquinados' na frente de ataque, pois o senegalês não é um extremo, como sabemos, nem Paulo Campos a defesa direito pode ter influência ofensiva para compensar. Tentou-se a velocidade de Claudio, pouco ou nada apoiado, muito menos por Machado, incapaz de criar desequilíbrio; Nuninho e Dedé foram lançados para tentar abrir a defesa adversária, sem efeito. O primeiro entrou mal no jogo, o segundo pouco tempo teve para aparecer, sendo que, ainda assim, entrou para o lugar de Leandro, o único com poder físico na área, numa altura que precisavamos de alguém com capacidade para ganhar lances aéreos no ataque e capaz de jogar de costas para a baliza. Pedrinho, que tinha entrado bem no último desafio, não foi utilizado neste desafio, contra o que seria de esperar. 

Resumindo, não estivemos bem e o Boavista pôs-se a jeito para não conseguir os três pontos. A eficácia não ajudou, a frescura física tambem não: tivemos três dias após o último jogo, contra os vinte do Coimbrões...

Não há motivos para desmoralizar. Continuo a acreditar na equipa. Vamos ver o que conseguimos fora de casa: 4ª feira em Gondomar, Domingo em Espinho. 

Sunday 25 September 2011 16:24


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