Não estivemos ao nível do último jogo - apesar da entrega
demonstrada pela equipa - não fomos tão pressionantes, nem tão
esclarecidos no ataque mas, ainda assim, o resultado é injusto.
Criamos várias chances de golo (três flagrantes, por Leandro,
Claudio e Nuninho), ainda alguns livres perigosos à entrada da
área, contra uma situação de perigo do adversário - ainda na
primeira parte - que nem em remate à baliza resultou. Até à
expulsão de Vicente, sempre por cima no jogo, por vezes a provocar
sufoco na defesa adversária.
Não lutamos somente contra as adversidades do jogo. Contamos com
uma equipa do Coimbrões a perder tempo desde o início do desafio e,
para não variar, mais uma incrível exibição da equipa de
arbitragem, principalmente do auxiliar do lado Poente, prejudicando
o Boavista em diversas ocasiões e de forma descarada: faltas,
espaço na marcação de livres, lançamentos, foras-de-jogo, o
homem roubou o que pôde. Sem vergonha. À descarada.
Entramos com um onze parecido com o que seria esperado: Fary no
ataque, Malafaia no meio-campo ao lado de Joel; no resto, tudo
igual ao último desafio. A opção Fary poderia resultar mais, não
fosse a infelicidade de Malafaia, lesionado nos primeiros cinco
minutos de jogo. Ficamos sem saber como seria com ele a dar mais
apoio e maior qualidade à posse de bola que o Fonseca, que entrou
para o seu lugar. Apesar de esforçado, é a terceira opção do
plantel para o seu lugar, e percebeu-se porquê: muita vontade,
forte no jogo aéreo, acabou expulso (margem abaixo de zero para os
jogadores axadrezados, disciplinarmente...). Ainda assim, ficamos
'enquinados' na frente de ataque, pois o senegalês não é um
extremo, como sabemos, nem Paulo Campos a defesa direito pode ter
influência ofensiva para compensar. Tentou-se a velocidade de
Claudio, pouco ou nada apoiado, muito menos por Machado, incapaz de
criar desequilíbrio; Nuninho e Dedé foram lançados para tentar
abrir a defesa adversária, sem efeito. O primeiro entrou mal no
jogo, o segundo pouco tempo teve para aparecer, sendo que, ainda
assim, entrou para o lugar de Leandro, o único com poder físico na
área, numa altura que precisavamos de alguém com capacidade para
ganhar lances aéreos no ataque e capaz de jogar de costas para a
baliza. Pedrinho, que tinha entrado bem no último desafio, não foi
utilizado neste desafio, contra o que seria de esperar.
Resumindo, não estivemos bem e o Boavista pôs-se a jeito para
não conseguir os três pontos. A eficácia não ajudou, a frescura
física tambem não: tivemos três dias após o último jogo, contra os
vinte do Coimbrões...
Não há motivos para desmoralizar. Continuo a acreditar na
equipa. Vamos ver o que conseguimos fora de casa: 4ª feira em
Gondomar, Domingo em Espinho.