Quaisquer que fossem as incidências do jogo, ou até mesmo o seu resultado, o Boavista saíria sempre como grande vencedor. Considero mesmo ter sido um dia histórico, pela simbologia, pela união, pelos momentos únicos de emoção. Acima de tudo, pela mística. Existe, vê-se e sente-se!
A afluência desejada pela voz do presidente da SAD - estádio cheio - era obviamente, neste momento, impossível. Ainda assim, a comparência dos sócios foi considerável e, mais importante, o seu comportamento foi de total crédito e apoio perante jogadores e responsáveis. Importante, vital neste momento.
A resposta dada pelos jogadores foi amplamente positiva. No que toca à união e à vontade de ganhar, foarm inescedíveis. Marcante a reacção de todo o grupo ao apito final e à confirmação da vitória. Fantástico.
Numa breve análise ao jogo, julgo que o resultado foi justo olhando ao que fizeram as duas equipas e atendendo aos seus estados de espírito. Foi o Boavista que durante mais tempo procurou a vitória, não mostrando o Nacional mais que potencial para se poder exibir a um melhor nível. E se havia dia que alguma sorte era amplamente merecida, era este.
Moisés, Angulo, Diakité, foram dos melhores, também dos que menos acusaram alguma pressão.
Fleurival e Ribeiro, defensivamente mal como há muito não se via.
Importante, o que mais marca neste jogo, é a aproximidade do grupo de trabalho à massa adepta e, principalmente, a três dos seus elementos, que não usufruiam de um estatuto tão... unânime: Fary, Mário Silve e o treinador, Pacheco.







