Estamos provavelmente a viver o mês mais decisivo da história do Boavista. Em causa está a sua sobrevivência, a sua própria existência. O que haverá mais fundamental que isto?
Seis meses é o tempo de trabalho da actual direcção. Inicialmente com o condão - decisivo - de reequilibrar o barco, possibilitando também ela estabilidade desportiva ao grupo, as restantes acções tinham como principal meta dois pontos: mudar a imagem do Boavista enquanto clube cumpridor e conseguir um investidor, uma solução financeira. Principalmente isto, na minha opinião. A bravura e coragem dos dirigentes em sequer aceitar o desafio, a vitória - apaixonada - na batalha da greve dos jogadores, fazem com que se dê o que mais podemos dar (nós, adeptos): tempo. Unam-se os seguidores, revitalizem o mais possível, faça-se o que se puder.
Sete ou oito anos foi o tempo que Jaime Pacheco já trabalhou no Boavista. Independentemente do passado, do que é passível de crítica ou elogio, é um dos culpados pela situação não ser ainda pior. O mérito da equipa técnica na época desportiva é indiscutível, tendo em conta que a nível de condições de trabalho e estabilidade o Boavista será dos piores clubes da Liga. Decisivo. Quanto ao seu futuro, espero que o seja no Boavista. Seria bom sinal.
Este mês é importantíssimo. Não adianta
criar ainda mais estabilidade onde ela já abunda. É
altura de união e... acreditar no destino.







