A descida é anunciada, depois de vinte minutos de protagonismo de Ricardo Costa, o relator de todo o processo. Em que, entre outras coisas, frisa a injustiça das penas. Palavras do próprio: "Se houvesse justiça, desciam todos". Uma pérola, eu diria. Ainda outra, a da anunciada compaixão tida na aplicação das penas monetárias, como se não soubessem que a pura descida impedirá toda e qualquer reabilitação fincanceiras.
Depois de o exemplo de organização e transaprência ter sido dado há dois dias atrás, quando a notificação - a decisão - entrou na casa de todos, via comunicação social. Pior ainda, quando o mesmo responsável máximo do orgão da Liga diz que desde último Dezembro a sua decisão estaria já tomada de forma alicerçada.
Mas enfim, lá saíu a sentença. Descemos não uma, mas três vezes. A única hipótese que resta é recorrer ao CJ da Federação, orgão máximo, que tem efeitos suspensivos imediatos sobre a decisão do CD da Liga. Será o último passo, já que não creio que uma providência cautelar - depois do recurso recusado - não tem nem pernas para começar a andar.
Resumindo, a estratégia está a resultar. A principal ideia, que a limpeza seria funda e exemplar, está a passar e que daqui para a frente tudo será rosas. Os dados foram sujeitos a profundo tratamento tendo em conta o desenlace pretendido, os poderes de reacção meticulosamente medidos, os casos compliacados e de difícil 'gestão' meramente e vergonhosamente abafados.







