Página Inicial Data de criação : 08/03/21 Última actualização : 08/09/02 16:17 / 20 Artigos publicados
 

Dia sofrido  (Boavista) Inserido Wednesday 16 April 2008 01:28

Palpitar de emoções desportivas, habitualmente proporcionadas por um qualquer conturbado periodo de descontos, a tentar-se heroicamente aguentar a vantagem mínima até ao apito final. Nada disso. Foram horas de periodo de compensação. Passo a explicar:

Depois do anúncio, há uns dias, da conferência de imprensa que visava a apresentação do investidor, eis que, algo subitamente, ele é anunciado aqui. Porreiro. Longe e perto, ao alcance de todos nós.

Hoje, o dia da apresentação, em carne e osso, em viva voz. Antes, porém, apesar da origem duvidosa, surgiu o rumor. Medo, muito medo. Hora marcada, desfeitas as dúvidas: há mesmo investidor e foi apresentado, perante dezenas de testemunhas! Uff!

Notícia do levantamento da greve dos jogadores, nada. Anúncio dos ordenados em dia, também não. E... amanhã também é dia.

A fechar, o anúncio do cancelamento da conferência de imprensa de amanhã, com vista à apresentação do projecto "cidade Boavista", tendo como parceiro a "LusoArenas".

 

No fim, nada de euforias. Prefiro esperar que, da forma como estão as coisas, um qualquer volte-face, um horrendo e catastrófico volte-face, pode sempre acontecer. Apesar da confiança em mim incutida pelas acções discretas e discursos coerentes do presidente.

 

Ah! A única certeza absoluta com que fiquei, deopis do dia de hoje, é que a situação é "caótica e assustadoramente grave", palavras do presidente, a respeito da gestão recente no clube e que a já pronta auditoria vai decerto elucidar.

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Derrota no berço  (Jogos) Inserido Sunday 13 April 2008 09:30

 

Adivinhava-se um jogo complicado - pelo adversário em si, uma das melhores equipas da Liga - pelo ambiente imensamente desfavorável, pela diferença de moral entre os dois grupos. A acrescentar, o anúncio de greve do plantel a meio da semana - contrapondo com a notícia de regularização dos ordenados. Desportivamente, o problema-mor prendia-se com a inexistência de opções para o lado direito da defesa - Rissut e Gilberto castigados - o central Bruno Pinheiro a titular.


Entrou-se bem no jogo, com aquilo que mais se pedia: concentração. A ocupar os espaços sem bola, a marcação individual foi mais uma vez a opção, tentando-se assim menorizar os danos que a grande arma do Vitória pode trazer: as movimentações no ataque e os desequilíbrios.
Sempre melhor sem bola que com ela - muito graças ao individualismo de Kalanga e Mateus e à improdutividade de Laionel
, a primeira grande chance do encontro foi do Boavista, artavés de Ribeiro.

Foi numa toada de equilíbrio, apesar da maior iniciativa vimaranense, que o Vitória chega ao golo. De todos os sectores, o direito da defesa era, por motivos óbvios, o mais frágil - mesmo com a tentativa de ajuda de Laionel ou, quando possível, de Fleurival - e foi por aí que se falhou primeiro. O ressalto na área é desfavorável, Diekité perde o sentido de marcação a Mijan - há nove jogos que não tinha tanta sorte - depois de o lance ter tido início em posição irregular - mínima, diga-se.

O Boavista tenta reagir, sendo até final da primeira parte a única oportunidade do Vitória, artavés de Ghilas.

O nível da segunda parte prossegue da primeira, com um Boavista mais interventivo e com maior intenção de progredir para o ataque com bola controlada. Hussain, entrado para o lugar de Laionel, bem mais interventivo que o brasileiro, a isso ajudava.

O domínio não era o ideal, mas o resultado mantinha-se de desvantagem mínima, o último reduto vimaranense não era inviolável e a pressão adversária estava longe de ser sufocante. Ainda assim, pouco para se discutir o resultado.

Tentou-se colocar número na frente, com a entrada de Fary para o lugar de Pinheiro - Mateus e Kalanga (Ivan mais tarde) nas alas, Ribeiro mais recuado, Hussain no meio campo com tarefas ofensivas, Fleurival a defesa direito. Houve melhor posse de bola, se bem que quase com o mesmo grau de eficácia, tendo-se em contrapartida perdido força no meio-campo, o que seria útil para um forcing final ou mesmo para ir pressionando um pouco o adversário (neste ponto, acho que se opdia ter feito de outra maneira: Loureiro em vez de Fary ou, se se quisesse na mesma tirar dividendos de se jogar com um ponta de lança com noção disso mesmo - como Fary - em vez de Ivan, que entrou para o lugar de Kalanga - ficaria Hussain ou Ribeiro como ala. Quando Hussain passa - e bem -  para o meio campo, Ribeiro é obrigado e recuar o que lhe retira grande poder de desequilíbrio, pois não é a organizar que ele é bom mas sim a aparecer em zonas propícias à finalização).

 

Resumindo, à semelhança do que tem acontecido, não mais que o constatar das evidências. Não se esteve mal, entrou-se bem e concentrado, as adversidades antes e durante o desafio foram em demasia; o adversário é, convenhamos, forte.

Olhando para a tabela, mais que nunca, chega-se à conclusão que tudo que s faça para se ir preparando o futuro é bem feito.

 

 

Individualmente, destaque pela positiva para Moisés (está provado: tem imensa qualidade). Angulo cada vez dá mais certeza de ser mesmo muito bom. Marcelão e Diakité, o habitual - trouxeram força, altura, luta pelas segundas bolas. Bruno Pinheiro foi esforçado - nao mais.

Ribeiro não foi o habitual desequilibrador nas bolas paradas, apesar de ter estado em bom nível no plano da recuperação da bola.

Na frente, Laionel vai tendo tempo que só a ausência de opções dá para justificar. E o outro problema: os angolanos. Podem na minha opinião vir a ser excelentes jogadores. Dado o individualismo, o baixo nível de sucesso nos passes, tornam-se incnsequentes na maior aprte das vezes que teem a bola. Ou fazem uso da velocidade ou então... zero, inconsequentes. Muitas vezes, após bom desdobramento da equipa, as jogadas perdem-se nos pés dos angolanos, ora pela demora para soltar a bola, ora pelo deixar fugir de oportunidade para solicitar um colega melhor posicionado para dar sequência à jogada.  Mateus tem jogado a ponta de lança o que não o favorece.

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O jornal do clube  (Imagens) Inserido Saturday 05 April 2008 14:15

 

A última capa e a primeira da nova edição.

 

Imagem: pnvelhaguarda.blogs.sapo.pt

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Derrota  (Jogos) Inserido Tuesday 01 April 2008 08:02

 

  

 

Nem se entrou mal no jogo, com confiança a encarar a posse de bola. Durante esse domínio inicial, Jorge Ribeiro (quem mais?) a desequilibrar de livre directo. Sem reacção imediata, o Setúbal chega ao empate na primeira vez que entra na área de bola controlada, muito por culpa da defesa, lenta a afastar. O meio campo axadrezado cedo perdeu fulgor, quer em manter a posse de bola, quer a recupera-la, quer a cobrir os espaços. Loureiro e Fleurival não se entendiam com os três mais juntos médios adversários, aos que se acrescentam o avançado centro Leandro e o Pitbull em estilo vagabundo. Foi o suficiente para quebrar ligação entre defesa e linha média, para perder qualquer possível controlo sobre o jogo. As intenções ofensivas de maior realce eram levadas a cabo principalmente por Kalanga, pelo voluntarismo de Mateus, pela tentativa de aparecer no espaço de Hussain. Foi num minuto em que o catari tem a sua melhor chance para rematar certeiro, que Pittbull o fez dando vantagem ao Setúbal. Apesar da falha de marcação, o momento de Pittbull é fantástico.

 

Na segunda parte, foi o Setúbal que entrou melhor, mais concentrado e mais objectivo, fruto também do bom momento que atravessa e da vantagem psicológica também de estar em vantagem.

Dez minutos foi o tempo que foi preciso para Pacheco alterar algo que pudesse trazer algo mais à posse de bola. A correcção Diakité, entrando Pinheiro para central, e a habitual passagem de Fleurival para o lugar de Rissut, para colocar gente na frente, Fary. Hussain compensaria o possível na linha média, ajudando o necessitado Loureiro.  6 minutos volvidos, foi este último, com o jogo repartido apesar da procura do Boavista por terrenos mais subidos, a cometer penalty e a sentenciar quase de forma irredutível o resultado do jogo, também pela sua expulsão. E Pittbull não perdoa. A toada, apesar de cada vez com menos fôlego, mantêve-se, tendo o Boavista criado a sua melhor situação, e ainda em tempo de re-entrar no jogo, por Mateus, após uma excelente abertura de... Fary. Neste periodo e até final, ainda Jorge Ribeiro foi o que mais tentou desequilibrar com dois remates de fora da área, ambos perigosos. Hoje, sem bolas paradas para beneficiar.

 

O Setúbal foi e é mais forte e justificou. As contrariedades, mesmo antes do desafio, ora pelos impedimentos de Moisés e Laionel, ora pela falta de soluções, ora pelo cansaço (por exemplo, dos angolanos, que deram a volta ao mundo numa semana!) foram em demasia. Conciliando com os erros individuais e colectivos cometidos e com o adversário, nada a fazer. Nem tudo foi mau.


Individualmente,

Jehle não tem culpa nos golos. Ao que foi chamado, fê-lo de forma positiva, sendo mesmo, a par de Angulo, o melhor da defesa.

Marcelão é o principal culpado no lance do primeiro golo. Azarado na tentatica de alívio, mal a fazer-se ao lance com Gama. Diakité não dá mesmo para central. Quanto mais não seja, pela falta de confiança que denota; parece ficar perto do pânico quando a bola se aproxima. Mesmo pelo ar, naquele lance que quase enteciparia o penalty de Pitbull.

Rissut, foi o mais comedido. E quando a ter que sacrificar um lateral, é o elo mais fraco. Por um lado ainda bem, sinal que Angulo é bom, e porque Fleurival ancaixa bem a defesa direito de emergência, provavelmente melhor que no lado oposto.

 

Loureiro hoje teve um problema extra acrescido. Cedo se viu baralhado no posicionamento e marcação, dado o meio campo adversário e a presença perto dos avançados setubalenses. A acrescer a isso, não sei se sequência, os habituais 50 minutos de boa duração do trinco, duraram... 25. Quase a par dele, se bem que ligeiramente superior mesmo na primeira parte, esteve Fleurival. Não começou bem, foi melhorando com o tempo.

Ribeiro de novo o maior desequilibrador. Tentou bisar por três vezes com perigo, duas delas remates dora da área.

Hussain surpreendeu-me pelo voluntarismo e rigor táctico. Deambolou durante o jogo, ora pelo estilo, ora pela obrigatoriedade depois da expulsão de Loureiro. Correu, defendeu, tentou lançar a atacar.

Mateus e Kalanga, esforçados. Mateus numa missão espinhosa, Kalanga a ser mesmo o mais perigoso, obrigando até a uma correcção na equipa adversária. Este último por vezes individualista demais e a contribuir, mais que qualquer outro, para o excesso de flanquemanto da equipa, evitando assim poder sequer explorar os espaços no meio campo vitoriano.

Fary, apesar do esforço e vontade, é claramente pouco no que toca a opções.

Pinheiro, à semelhança do jogo do restelo, entrou bem. Dá ideia de estar com mais confiança e mais concentrado. Mereceu, à posterior, a titularidade.

 

Quanto ao árbitro, o benefício da dúvida é dado tanto no lance de Diakité como de Loureiro. Tinha argumentos para assinalar a penalidade no primeiro, não os tinha no segundo. Mas não foi por aí.

 

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Visita a Setúbal  Inserido Saturday 29 March 2008 19:39

Só por si, defrontar o Setúbal em sua casa nesta altura é complicado, dada a competitividade e moral da equipa.

Entre lesões e tardios regressos das selecções, a semana foi atribulada, reflectindo-se nas opções para o jogo. Na máxima força seria difícil, assim mais ainda. Pela primeira vez depois da saída de Ricardo Silva, é-se obrigado a recorrer ao banco para substituir um central. Entre Araújo, Pinheiro ou Diakité, eu apostaria num dos dois primeiros (gostaria de rever qualquer um deles, na posição de central), deixando o trinco como opção para durante o desafio. Marcelão, Angulo e Rissut completam a defesa. O meio campo será o habitual, mantendo-se Loureiro a médio mais recuado, com Fleurival mais perto. Na frente, as dúvidas prendem-se com os angolanos, que em três dias foram e vieram ao outro lado do mundo, com um jogo pelo meio e certamente muito pouco descanso. Se nenhum jogar, a Laionel junta-se Hussain e um dos pontas de Lança, Obi ou Fary.

 

Relativamente ao jogo, é importante defender bem e não dar muitas hipóteses de contra ataque sadino. A recente conquista vitoriana e o estado de euforia podem não ser positivos na concentração ao jogo, um dos pontos fortes da equipa de Carvalhal.

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