Um teste a doer, um jogo para se confirmar em que patamar está a equipa e o que Rui Bento quer fazer com os recursos que tem.
O adversário era, realmente, bastante fraco. Mesmo com um jogo pouco conseguido, a superioridade axadrezada não se questiona. Únicas notas de interesse para o desperdício na segunda parte que impediu um resultado mais volumoso e para o 'susto', ainda na primeira parte, que poderia ter complicado as coisas. O resto foi - e bem - mais uma tentativa do treinador em encontrar soluções.
Individualmente, destaque para Pedro Moreira, hoje mais sozinho no meio-campo defensivo. Jogou, fez jogar, impediu que se jogasse, sempre nos limites da entrega e sempre a tentar ter discernimento. Por falar em meio-campo, o de hoje, composto por Rui Lima e Tarrafas, dificilmente se poderá repetir, pois o nível de exigência não vai ser como o de hoje. Perde-se na combatividade e no domínio de jogo, não se ganhando em organização. Diogo Fernandes é também opção váliad para o meio-campo, assim como Bruno Monteiro, ambos suplentes utilizados no jogo de hoje.
Outra experiência, quanto a mim também bem sucedida, foi a de Rui Lima a dfesa esquerdo, recolocando Gilberto a defesa direito, onde, convenhamos, se sente um pouco melhor. Defesa que contou hoje com o novo reforço Renato Santos, que, pelo que deu para ver, não terá dificuldades em superar a concorrência de Pinheiro e Araújo. Tem também - parece - aptidão para as bolas paradas.
No ataque, o destaque vai para Sidney, que continua, apesar de nao deslumbrar, a dar boas indicações. Ivan, apesar do autor do primeiro golo, continua a não me convencer. A sua atitude, a sua leitura de jogo, mesmo a extremo, deixam muito a desejar. Tem dotes, potencial, mas, para já, não é útil. Veremos agora que a titularidade estará mais perto, dada a ausência de João Tomás. E nem se fale no avançado que rumou à Arábia. Mau demais. Era claramente uma mais valia ou, até 'a' mais valia. Opções para o seu lugar são quase nulas: não gostei de Rodrigo, titular no jogo de hoje, apesar da possível falta de entrosamento. De Adriano pouco se pode esperar; tem imensas dificuldades em jogar prático e rápido.
Resumindo, deu para moralizar as tropas e possibilitou a Rui Bento testar algumas soluções. Julgo que, por alguns motivos que hoje se viram, é uma forte possibilidade a mudança de esquema táctico e de filosofia de jogo. Três médios e três avançados dificilmente serão o melhor. Minha opinião.