Página Inicial Data de criação : 08/03/21 Última actualização : 08/09/02 16:17 / 20 Artigos publicados
 

Jogos

Vitória histórica  (Jogos) Inserido Monday 21 April 2008 09:03

Quaisquer que fossem as incidências do jogo, ou até mesmo o seu resultado, o Boavista saíria sempre como grande vencedor. Considero mesmo ter sido um dia histórico, pela simbologia, pela união, pelos momentos únicos de emoção. Acima de tudo, pela mística. Existe, vê-se e sente-se!

 

A afluência desejada pela voz do presidente da SAD - estádio cheio - era obviamente, neste momento, impossível. Ainda assim, a comparência dos sócios foi considerável e, mais importante, o seu comportamento foi de total crédito e apoio perante jogadores e responsáveis. Importante, vital neste momento.

A resposta dada pelos jogadores foi amplamente positiva. No que toca à união e à vontade de ganhar, foarm inescedíveis. Marcante a reacção de todo o grupo ao apito final e à confirmação da vitória. Fantástico.

 

Numa breve análise ao jogo, julgo que o resultado foi justo olhando ao que fizeram as duas equipas e atendendo aos seus estados de espírito. Foi o Boavista que durante mais tempo procurou a vitória, não mostrando o Nacional mais que potencial para se poder exibir a um melhor nível. E se havia dia que alguma sorte era amplamente merecida, era este.

Moisés, Angulo, Diakité, foram dos melhores, também dos que menos acusaram alguma pressão.

Fleurival e Ribeiro, defensivamente mal como há muito não se via.

 

Importante, o que mais marca neste jogo, é a aproximidade do grupo de trabalho à massa adepta e, principalmente, a três dos seus elementos, que não usufruiam de um estatuto tão... unânime: Fary, Mário Silve e o treinador, Pacheco.

 

 

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Derrota no berço  (Jogos) Inserido Sunday 13 April 2008 09:30

 

Adivinhava-se um jogo complicado - pelo adversário em si, uma das melhores equipas da Liga - pelo ambiente imensamente desfavorável, pela diferença de moral entre os dois grupos. A acrescentar, o anúncio de greve do plantel a meio da semana - contrapondo com a notícia de regularização dos ordenados. Desportivamente, o problema-mor prendia-se com a inexistência de opções para o lado direito da defesa - Rissut e Gilberto castigados - o central Bruno Pinheiro a titular.


Entrou-se bem no jogo, com aquilo que mais se pedia: concentração. A ocupar os espaços sem bola, a marcação individual foi mais uma vez a opção, tentando-se assim menorizar os danos que a grande arma do Vitória pode trazer: as movimentações no ataque e os desequilíbrios.
Sempre melhor sem bola que com ela - muito graças ao individualismo de Kalanga e Mateus e à improdutividade de Laionel
, a primeira grande chance do encontro foi do Boavista, artavés de Ribeiro.

Foi numa toada de equilíbrio, apesar da maior iniciativa vimaranense, que o Vitória chega ao golo. De todos os sectores, o direito da defesa era, por motivos óbvios, o mais frágil - mesmo com a tentativa de ajuda de Laionel ou, quando possível, de Fleurival - e foi por aí que se falhou primeiro. O ressalto na área é desfavorável, Diekité perde o sentido de marcação a Mijan - há nove jogos que não tinha tanta sorte - depois de o lance ter tido início em posição irregular - mínima, diga-se.

O Boavista tenta reagir, sendo até final da primeira parte a única oportunidade do Vitória, artavés de Ghilas.

O nível da segunda parte prossegue da primeira, com um Boavista mais interventivo e com maior intenção de progredir para o ataque com bola controlada. Hussain, entrado para o lugar de Laionel, bem mais interventivo que o brasileiro, a isso ajudava.

O domínio não era o ideal, mas o resultado mantinha-se de desvantagem mínima, o último reduto vimaranense não era inviolável e a pressão adversária estava longe de ser sufocante. Ainda assim, pouco para se discutir o resultado.

Tentou-se colocar número na frente, com a entrada de Fary para o lugar de Pinheiro - Mateus e Kalanga (Ivan mais tarde) nas alas, Ribeiro mais recuado, Hussain no meio campo com tarefas ofensivas, Fleurival a defesa direito. Houve melhor posse de bola, se bem que quase com o mesmo grau de eficácia, tendo-se em contrapartida perdido força no meio-campo, o que seria útil para um forcing final ou mesmo para ir pressionando um pouco o adversário (neste ponto, acho que se opdia ter feito de outra maneira: Loureiro em vez de Fary ou, se se quisesse na mesma tirar dividendos de se jogar com um ponta de lança com noção disso mesmo - como Fary - em vez de Ivan, que entrou para o lugar de Kalanga - ficaria Hussain ou Ribeiro como ala. Quando Hussain passa - e bem -  para o meio campo, Ribeiro é obrigado e recuar o que lhe retira grande poder de desequilíbrio, pois não é a organizar que ele é bom mas sim a aparecer em zonas propícias à finalização).

 

Resumindo, à semelhança do que tem acontecido, não mais que o constatar das evidências. Não se esteve mal, entrou-se bem e concentrado, as adversidades antes e durante o desafio foram em demasia; o adversário é, convenhamos, forte.

Olhando para a tabela, mais que nunca, chega-se à conclusão que tudo que s faça para se ir preparando o futuro é bem feito.

 

 

Individualmente, destaque pela positiva para Moisés (está provado: tem imensa qualidade). Angulo cada vez dá mais certeza de ser mesmo muito bom. Marcelão e Diakité, o habitual - trouxeram força, altura, luta pelas segundas bolas. Bruno Pinheiro foi esforçado - nao mais.

Ribeiro não foi o habitual desequilibrador nas bolas paradas, apesar de ter estado em bom nível no plano da recuperação da bola.

Na frente, Laionel vai tendo tempo que só a ausência de opções dá para justificar. E o outro problema: os angolanos. Podem na minha opinião vir a ser excelentes jogadores. Dado o individualismo, o baixo nível de sucesso nos passes, tornam-se incnsequentes na maior aprte das vezes que teem a bola. Ou fazem uso da velocidade ou então... zero, inconsequentes. Muitas vezes, após bom desdobramento da equipa, as jogadas perdem-se nos pés dos angolanos, ora pela demora para soltar a bola, ora pelo deixar fugir de oportunidade para solicitar um colega melhor posicionado para dar sequência à jogada.  Mateus tem jogado a ponta de lança o que não o favorece.

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Derrota  (Jogos) Inserido Tuesday 01 April 2008 08:02

 

  

 

Nem se entrou mal no jogo, com confiança a encarar a posse de bola. Durante esse domínio inicial, Jorge Ribeiro (quem mais?) a desequilibrar de livre directo. Sem reacção imediata, o Setúbal chega ao empate na primeira vez que entra na área de bola controlada, muito por culpa da defesa, lenta a afastar. O meio campo axadrezado cedo perdeu fulgor, quer em manter a posse de bola, quer a recupera-la, quer a cobrir os espaços. Loureiro e Fleurival não se entendiam com os três mais juntos médios adversários, aos que se acrescentam o avançado centro Leandro e o Pitbull em estilo vagabundo. Foi o suficiente para quebrar ligação entre defesa e linha média, para perder qualquer possível controlo sobre o jogo. As intenções ofensivas de maior realce eram levadas a cabo principalmente por Kalanga, pelo voluntarismo de Mateus, pela tentativa de aparecer no espaço de Hussain. Foi num minuto em que o catari tem a sua melhor chance para rematar certeiro, que Pittbull o fez dando vantagem ao Setúbal. Apesar da falha de marcação, o momento de Pittbull é fantástico.

 

Na segunda parte, foi o Setúbal que entrou melhor, mais concentrado e mais objectivo, fruto também do bom momento que atravessa e da vantagem psicológica também de estar em vantagem.

Dez minutos foi o tempo que foi preciso para Pacheco alterar algo que pudesse trazer algo mais à posse de bola. A correcção Diakité, entrando Pinheiro para central, e a habitual passagem de Fleurival para o lugar de Rissut, para colocar gente na frente, Fary. Hussain compensaria o possível na linha média, ajudando o necessitado Loureiro.  6 minutos volvidos, foi este último, com o jogo repartido apesar da procura do Boavista por terrenos mais subidos, a cometer penalty e a sentenciar quase de forma irredutível o resultado do jogo, também pela sua expulsão. E Pittbull não perdoa. A toada, apesar de cada vez com menos fôlego, mantêve-se, tendo o Boavista criado a sua melhor situação, e ainda em tempo de re-entrar no jogo, por Mateus, após uma excelente abertura de... Fary. Neste periodo e até final, ainda Jorge Ribeiro foi o que mais tentou desequilibrar com dois remates de fora da área, ambos perigosos. Hoje, sem bolas paradas para beneficiar.

 

O Setúbal foi e é mais forte e justificou. As contrariedades, mesmo antes do desafio, ora pelos impedimentos de Moisés e Laionel, ora pela falta de soluções, ora pelo cansaço (por exemplo, dos angolanos, que deram a volta ao mundo numa semana!) foram em demasia. Conciliando com os erros individuais e colectivos cometidos e com o adversário, nada a fazer. Nem tudo foi mau.


Individualmente,

Jehle não tem culpa nos golos. Ao que foi chamado, fê-lo de forma positiva, sendo mesmo, a par de Angulo, o melhor da defesa.

Marcelão é o principal culpado no lance do primeiro golo. Azarado na tentatica de alívio, mal a fazer-se ao lance com Gama. Diakité não dá mesmo para central. Quanto mais não seja, pela falta de confiança que denota; parece ficar perto do pânico quando a bola se aproxima. Mesmo pelo ar, naquele lance que quase enteciparia o penalty de Pitbull.

Rissut, foi o mais comedido. E quando a ter que sacrificar um lateral, é o elo mais fraco. Por um lado ainda bem, sinal que Angulo é bom, e porque Fleurival ancaixa bem a defesa direito de emergência, provavelmente melhor que no lado oposto.

 

Loureiro hoje teve um problema extra acrescido. Cedo se viu baralhado no posicionamento e marcação, dado o meio campo adversário e a presença perto dos avançados setubalenses. A acrescer a isso, não sei se sequência, os habituais 50 minutos de boa duração do trinco, duraram... 25. Quase a par dele, se bem que ligeiramente superior mesmo na primeira parte, esteve Fleurival. Não começou bem, foi melhorando com o tempo.

Ribeiro de novo o maior desequilibrador. Tentou bisar por três vezes com perigo, duas delas remates dora da área.

Hussain surpreendeu-me pelo voluntarismo e rigor táctico. Deambolou durante o jogo, ora pelo estilo, ora pela obrigatoriedade depois da expulsão de Loureiro. Correu, defendeu, tentou lançar a atacar.

Mateus e Kalanga, esforçados. Mateus numa missão espinhosa, Kalanga a ser mesmo o mais perigoso, obrigando até a uma correcção na equipa adversária. Este último por vezes individualista demais e a contribuir, mais que qualquer outro, para o excesso de flanquemanto da equipa, evitando assim poder sequer explorar os espaços no meio campo vitoriano.

Fary, apesar do esforço e vontade, é claramente pouco no que toca a opções.

Pinheiro, à semelhança do jogo do restelo, entrou bem. Dá ideia de estar com mais confiança e mais concentrado. Mereceu, à posterior, a titularidade.

 

Quanto ao árbitro, o benefício da dúvida é dado tanto no lance de Diakité como de Loureiro. Tinha argumentos para assinalar a penalidade no primeiro, não os tinha no segundo. Mas não foi por aí.

 

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